Funcionário da Meta tenta mobilizar colegas contra monitoramento interno da empresa
Foto: Mariia Shalabaieva
Uma conversa interna da Meta viralizou depois que um funcionário criticou o uso de softwares de monitoramento dentro da empresa e tentou convencer outros colegas a se posicionarem contra a medida.
Segundo relatos, a Meta está monitorando funcionários dos Estados Unidos e do Reino Unido, registrando movimentos do mouse, cliques, digitação e até capturas ocasionais de tela. A justificativa da empresa seria utilizar esses dados para treinar seus sistemas de inteligência artificial.
O funcionário afirmou que não quer viver em um mundo onde pessoas sejam usadas como “dados de treinamento” para IA. Em uma mensagem interna divulgada pela imprensa, ele disse que se sente desconfortável com a ideia de ter sua tela monitorada, classificando a prática como uma invasão de privacidade.
A situação chamou atenção porque a própria Meta é conhecida justamente pelo uso massivo de dados de usuários em plataformas como Instagram, Facebook e Threads.
De acordo com informações divulgadas, a ferramenta usada pela empresa se chama “Model Capability Initiative”. O sistema acompanha atividades realizadas em aplicativos e sites relacionados ao trabalho, além de registrar algumas capturas de tela ao longo do expediente.
A Meta afirma que o objetivo é melhorar suas ferramentas de IA e desenvolver sistemas capazes de executar tarefas de forma mais autônoma.
Um suposto áudio vazado também começou a circular nas redes sociais. Nele, Mark Zuckerberg defenderia o monitoramento interno, afirmando que a inteligência artificial da empresa precisa aprender observando funcionários considerados altamente qualificados. Até o momento, não há confirmação oficial de que o áudio seja verdadeiro.
Enquanto investe pesado em inteligência artificial, a Meta também passa por mudanças internas. A empresa pretende cortar cargos de gestão e transferir milhares de funcionários para áreas ligadas à IA, reforçando sua estratégia de se tornar uma companhia cada vez mais focada em automação e inteligência artificial.
Fonte: CyberNews







